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Distributed Ledger e Blockchain: entenda as diferenças

Apesar de os termos blockchain e DLT (Distributed Ledger Technology) serem usados se referindo à mesma tecnologia, saiba que eles representam duas coisas diferentes.

Na tradução do inglês, “ledger” significa “livro-razão” ou “registro contábil”. Tanto o termo blockchain quanto DLT se referem a um registro de informações distribuídas por uma rede, onde é possível ter transparência e descentralização diferentemente de um banco de dados centralizado.

Entretanto, esses dois termos têm causado muitas dúvidas, já que em determinadas situações essas duas tecnologias acabam se confundindo. Uma característica bem básica é que, enquanto a blockchain é usada para prestações particulares, a tecnologia DLT pode ser usada de diversos modos.

Então o que é a tecnologia DLT? 

A tecnologia ledger é um banco de dados digital, no qual as informações são copiadas, sincronizadas e compartilhadas. Essas informações são espalhadas por vários pontos denominados nós ou nodes dentro de um sistema ou rede.

Os nós ou nodes têm diferentes processos de acordos, nos quais é necessário chegar a uma conclusão comum, isto é, precisa haver um consenso da rede para validar dados e informações.

O mais interessante é que essa tecnologia não possui um servidor central de armazenamento, em que as informações são centralizadas. Pelo contrário, nesse sistema tem-se um banco de dados sincronizado que fornece informações, as quais podem ser acessadas por qualquer pessoa dessa rede, pois na rede existem nós ou nodes com cópias das informações, todas com registro e assinatura criptografada exclusiva para garantir a veracidade dos dados.

Embora esses princípios se pareçam muito com os da blockchain, não devem ser confundidos, pois os dois termos, blockchain e distributed ledger, não são a mesma coisa.

Então onde está a diferença entre uma blockchain e uma distributed ledger?

Tecnologia DLT 

A Distributed Ledger Technology funciona com vários servidores que tratam de modo simultâneo a informação da base, sem um administrador central. É uma base de dados gerida por um coletivo de pessoas. Cada participante tem uma cópia do registro para que qualquer eventual variação seja fácil de detectar. As atualizações são feitas de forma independente, isto é, em cada nó. Esses nós votam pelas atualizações, garantindo a vontade da maioria dos participantes.  A votação nada mais é do que garantir o consenso. Garantindo o consenso entre a maioria, a rede é atualizada e a nova versão salva em cada nó.

Tecnologia blockchain

A blockchain foi inventada em 2008 por Satoshi Nakamoto, quando ele desenvolveu a criptomoeda Bitcoin. A blockchain utiliza blocos interligados por hashes em uma cadeia de sequência. Essa cadeia permite armazenar todas as transações realizadas na rede ou os conjuntos de dados, ou seja, a blockchain funciona em cadeias de blocos, onde cada bloco contém informações da operação que está para se realizar e se relaciona com os blocos anterior e posterior.

A blockchain trabalha com a sequencialidade, ou seja, quando um bloco é extraído, ele é aprovado pela maioria dos mineradores e dá sequência ao outro bloco. Este bloco é colocado no topo e o anterior não pode mais ser alterado. Logo, apagar dados dos blocos anteriores se torna uma tarefa impossível.

Essa tecnologia permitiu criar as criptomoedas, pois ela garante a segurança e a confidencialidade referente ao tratamento dos dados. 

Semelhanças entre a Blockchain e a DLT

Os pontos em comum dessas duas tecnologias estão na descentralização, abertura e criptografia. Por isso, os conceitos se parecem muito. Para alguns, a tecnologia blockchain, na qual é possível o funcionamento do Bitcoin, é uma forma mais inovadora e muito superior a um DLT.

Já uma DLT é uma tecnologia muito mais útil, pois pode ser utilizada para fins comerciais das tecnologias descentralizadas.

Porém, existem diferenças marcantes entre blockchain e DLT:

A blockchain é uma tecnologia pública, isto é, qualquer pessoa pode ter acesso ao histórico de transações ou participar delas. Outro fator é que, para participar da rede blockchain, não é necessário permissão para acesso. Qualquer pessoa que quiser se tornar um nó pode assim o fazer, mas, é claro, precisa ter conhecimento para isso.

Ao contrário, uma DLT, de modo geral, não habilita a maioria desses recursos para as pessoas. Há uma restrição: tem aquelas pessoas que podem acessar e também aquelas que podem operar em um nó. Em alguns casos, as decisões de governança são deixadas para um órgão centralizado ou até uma única empresa, mas também é possível habilitar para um conjunto de pessoas.

A rede descentralizada tem ganhado bastante força nos últimos anos. Não é somente o mercado financeiro que tende a se beneficiar, mas a tecnologia se destaca também pelo fornecimento de informações para outras áreas.

A rede descentralizada ganhou bastante atenção devido a muitos investidores aderirem ao Bitcoin. Comprar e vender Bitcoin tem sido uma das opções para reserva de valor. Se você quiser, também pode comprar seu Bitcoins pela NovaDAX. A plataforma NovaDAX oferece taxa zero para negociação com Bitcoin. Aproveite!

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