Criptomoeda (ou “crypto”) é um tipo de dinheiro digital que roda numa rede de computadores e não depende, por padrão, de um banco central ou governo para funcionar. Em vez de um “contador” único registrando tudo, o registro das transações fica em um livro-razão compartilhado (as famosas blockchains), atualizado por regras de consenso e protegido por criptografia.
Na prática: você envia valor direto para outra pessoa (ou contrato/programa), e a rede valida se aquilo é legítimo — sem precisar pedir “ok” para uma instituição central.
Por que o nome é “criptomoeda”?
O termo vem da junção de cryptography (criptografia) + currency (moeda). “Crypto”, por sua vez, remete à raiz grega kryptós, ligada à ideia de “oculto/secretamente protegido” — faz sentido porque as transações e a posse são controladas por chaves criptográficas.
Importante: “cripto” não quer dizer “anônimo por definição”. Em muitas blockchains, as transações são públicas e podem ser rastreadas. O que costuma existir é pseudonimato: você aparece na rede por um endereço de carteira (um identificador público, tipo 0x… ou bc1…), não pelo seu nome. Se esse identificador for ligado a você em algum momento (por exemplo, via corretora com verificação de identidade ou por rastros online), dá para acompanhar o histórico de movimentações.
Como surgiu essa nomenclatura?
O projeto do Bitcoin (2008/2009) se descrevia como um sistema de “dinheiro eletrônico ponto a ponto”, mas não usava necessariamente o termo “cryptocurrency” no texto original. A palavra “cryptocurrency” ganhou tração depois, primeiro em discussões online (por volta de 2009) e mais tarde em mídia/impressos (há registros em 2011). Bem depois, entrou em dicionário grande (Merriam-Webster) em março de 2018.
Como uma criptomoeda funciona (sem complicar)
- Carteira e chaves: sua “carteira” guarda chaves criptográficas. A chave privada é o que prova que você pode mover aqueles fundos. Perdeu a chave, perdeu o acesso.
- Transações assinadas: quando você envia, a transação é assinada digitalmente e transmitida à rede.
- Validação e consenso: a rede concorda sobre a ordem e a validade das transações via mecanismos como proof of work ou proof of stake (varia por projeto).
- Registro: uma vez confirmadas, as transações entram no livro-razão (blockchain, na maioria dos casos), formando um histórico difícil de alterar retroativamente.
Criptomoeda é a mesma coisa que “dinheiro digital”?
Não exatamente. Você já usa dinheiro digital no banco, no Pix e no cartão — mas isso é saldo em sistema centralizado. Criptomoedas, em geral, tentam resolver a transferência de valor e o registro de propriedade sem um controlador único, usando rede, consenso e criptografia.
Por que isso importa?
Porque muda o “modelo de confiança”. Em vez de confiar só em uma instituição, você confia nas regras do protocolo, na segurança criptográfica e na participação da rede. Isso abre usos interessantes — e também riscos reais (volatilidade, golpes, perda de chave, erros de uso, etc.).
Este conteúdo tem caráter informativo e não representa recomendação de investimento.
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